domingo, 5 de julho de 2009

Domingo Apático

Domingo, 5 de julho de 2009. É mais um domingo apático.

Hoje completam-se 85 anos da Revolução Paulista de 1924 a segunda revolta tenentista do Brasil. Cinco anos após essa revolta que durou 23 dias, acontecer a Revolução de 1932.

Ao contrário do regionalismo dos gaúchos, muitos paulistas desconhecem tais revoluções e nem sabem ao certo o motivo do feriado no dia 9 de julho. Acho que seria importante saber. Mas... ultimamente os festejos desse dia estão cada dia mais vazios, os combatentes estão indo para outras dimensões e apenas o exercito brasileiro e outros gatos pingados comparecem as solenidades.

Hoje não fiz muitas coisas, coloque a Rádio no ar, cadastrei quase uma centena de jazigos no meu trabalho e recebi uma solicitação por parte de uma historiadora para com dados do cemitério. Fiquei feliz!

Bem, amanhã escrevo mais, não estou com pique. Estou cansado. Sorry!

Termino, colando a letra de uma musica que tem autoria de Cornélio Pires e Arlindo Santana. Letra que fala da revolução de 1924!

Moda Da Revolução
Cornélio Pires e Arlindo Santana

A revolta aqui em são paulo
Para mim já não foi bão
Pela notícia que corre
Revoltoso tem razão
Aí estou me referindo,
A essa nossa situação
Se os revoltoso ganhar
Aí eu pulo e rolo no chão
Quando cheguei em são paulo
O que cortou meu coração
Eu vi a a bandeira de guerra
Lá na torre da estação
Encontrava gente morto
Por meio dos quarteirão
Dava pena e dava dó,
Ai era só judiação

Na hora que nós seguimos,
Perseguindo o batalhão
Saimo por baixo de bala,
Sem ter aliviação
E a gente ali deitado
Sem deixar levantar do chão
De bomba lá de são paulo,
Ai roncava que nem trovão

Zidoro se arretirou
Lá pro centro do sertão
Potiguara acompanhou
Ai prá fazer a traição
Zidoro mandou um presente
Que foi feito por sua mão
Acabaram com potiguara
E acabou-se o valentão

Nós tinha um 42
Que atirava noite e dia
Cada tiro que ele dava
Era mineiro que caía
E tinha um metralhador
Que encangaiava com pontaria
Os mineiro com os baiano
Ai c´os paulista não podia


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