Não estava com vontade de escrever, na verdade devo estar sofrendo alguma esquizofrenia aclumbática. As coisas estão dando certo, a pesquisa, apesar de atrasada já beira seu final, esse final de semana teremo o seminário com a Maria Elizia e o passeio fotográfico e na sexta a reabertura do Museu Prudente de Morais. Acho que muito desse meu estado de espírito que anda oscilando seja por esses motivos. Medo? Pode ser, mas não tem o que temer, eu acho.
Por outro lado, como diria o saudoso Tião Carreiro, "entrei numa guerra dura". É esse conflito, que não chega a ser bélico, é resultado dos impasses. Sim, parafraseando novamente, "a guerra é produto da paz" e como cansei dessa paz, (calma! Leia corretamente, DESSA paz)resolvi mover grande parte do meu contingente para o front. É lá que as coisas acontecem. Meus objetivos não são territorialistas e muito menos quero matar o inimigo. Quero mover as tropas, marchar, atacar e mostrar que por mais obsoleta que esteja uma potência, ela sempre será uma potência.
Essa guerra é minha, um pouco dentro de mim, um pouco fora. O front, é imaginário. As armas, as palavras, pensamentos e ações. Mas essa guerra machuca.
A frase que serve de título desse pequeno texto, apesar de estar entre aspas, é de minha autoria, ou melhor eu pensei nela e acho que é minha. Ela trata da diferença. Essa tal falta de semelhança, esse amontoado nuances, servem para separar e principalmente, para unir. Parece estranho né? É como pensar no "choque", sim energia elétrica. Uma hora ela pode matar na outra salvar. Sim, a diferença é assim. Por ser diferente, as pessoas brigam. Por ser iguais elas também brigam. Por ser iguais as pessoas se diferenciam. Por ser diferente, as pessoas se ligam. E quando isso acontece, o elo que se cria é quase tão forte como o ferro, como a luz do sol e a água do mar.
Eu já enfrentei vários conflitos. Venci alguns... perdi dezenas. Minhas medalhas? Estão escondidas. Além de honra, me deram experiências e cicatrizes. As derrotas também me deram cicatrizes, que quando vistas, se confundem com aquelas vitoriosas. Desse mar de marcas, resta a experiência.
Como dizia Lamarca: "Ousar lutar, ousar vencer!".
Estou lutando. Espero um dia esquecer dessa vitória.
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