quinta-feira, 30 de julho de 2009

Enfim... Acabou

É.. acabei de cadastrar meus 1054 construções funerária! Mas o trabalho não acabou! Falta escrever a tipologia, com um esqueminha mais bacana, inserir uns e outros detalhes. Agradeço o Pedro por ter me ajudado na "decifração" de Santos e alegorias! Obrigado!
Não tenho muito que escrever, por isso encerro por aqui!
Beijocas e usem camisinha!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Mussum Day!

Cacilds! Já se passaram 15 anos. O tempo passou, e para aqueles que viveram os anos 80, acredito que seja dificil não se lembrar dessa figura ímpar. Apesar dos Trapalhões serem formados por quatro integrantes, era ele que chamava a atenção. Claro que não podemos esquecer do grande Zaca, que morreu nos anos 90.
Mussum foi um ícone, alegrou uma geração. Hoje, foi comemorado ( estranho usar essa palavra) o Mussum Day na internet. Muitas pessoas falaram sobre ele, na televisão muita coisa se falou e ele realmente merece os agradecimentos. Parabéns Mussa!
Aproveitando o gancho e minha experiência em sala de aula, gostaria de levantar um ponto bastante bacana e interessante para se pensar. As vezes, com essa releitura dos anos 80, nos pegamos a falar em personagens dessa época e o papo parece fluir sem barreiras, parece que muitos desses ídolos estão ativos ( alguns sim, outros não, outros já se foram) e que estamos conversando nos idos dos anos 80. Outro ponto relativo a isso, diz respeito as festas de formatura, casamentos, onde se toca um repertório infantil dessa época e todo mundo cai na alegria. Certo, nostalgia? Ok. Mas o que mais me chama atenção é que crianças da geração 90, que as vezes nem viram atores como o Mussum, Zacarias, Balão mágico, cantando e tendo as mesmas atitudes das pessoas que viveram os anos 80. É interessante isso.
Outro ponto curiso, é quando falamos desses personagens. Sem citar novamente o Mussa, falo do Ayrton Senna. Grande piloto, ícone brasileira. Mas desconhecido para as crianças de 5ª Série. Estranho né? Elas não assitiam no domingo pela manhã, as emocionantes corridas, não se emocionavam com o hino nacional, tocado depois de cada vitória. É os heróis são formados assim.
E a mesma coisa acontece conosco. Alguns personagens históricos, heróis para alguns ( sem contar dogmas e pensamentos) podem sequer se lembrados por outros. É o que acontece por exemplo com alguns feriados no Brasil. O cara sequer sabe o motivo do feriado. Em contrapartida, conhecemos a vida de personagens mais antigos e de herois da mídia de hoje.
Ahh.. Cacilds...

terça-feira, 28 de julho de 2009

Juca Kifouri! Até quem enfim alguém!

Pessoas, dei um tempo com a pesquisa... minha mão dói. Passei umas pomadas locas, arnica... Tudo isso para ver se melhora. Deve ser pelo fato os tais esforços repetidos... é.é.é.
Estava assitindo o Jô Soares, na verdade sapeando e quem estava abundado naquele sofá era o Juca Kifouri, jornalista esportivo e uma pessoa que eu particularmente gosto de ler. Ele estava lançando um livro etc e tal. Em um determinado momento, quando falavam sobre a Seleção Brasileira, Kaká, veio uma crítica dele para com os jogadores evangélicos e afins. Ele critiou o fato de estarem tentando tranformar o futebol como mensageiro da religião. Tudo que acontece dentro do campo e fora também, mas isso eu deixo de lado, é por conta de Jesus. Gol! Foi Jesus! ganhamos. Jesus! Nessa o Jô fez um comentário bem interessante. Ele brincou com esse fato elucidando uma situação onde o artilheiro pede a Jesus ( Ah.. em um jogo recente, o jogador que fez o gol disse que foi Jesus que chutou!), e o goleiro pede também a Jesus! E agora? O jogador fez o gol! Jesus não está do lado do goleiro? Claro que não! A bola passou pelo buraco de sua mão! Pobre Jésus!
Juca disse em boa voz: " Deixem Jesus quieto!". E é bem por ai. Essa onda de achar que tudo vem do além é uma grande balela. E para aqueles que bebem ( humm) desse meu raciocínio, mas tem medo do "Juizo final", fique sossegado! veja porquê! Vou pensar como algum crente ( crente: que acredita ok?). Se Deus, fodão, inteligente, bonitão, existe e nos criou e consegue ver, ouvir, sentir, fazer aquilo que bem entender, acredito que ele dá mais valor para aqueles que criticam, pensam, do que aqueles manipulados. Então, meu jovem fiel, se você quer ser livre nas idéias, mas foi criado dentro da linha dura da religião, fica tranquilo. Deus é inteligente, ele vai te levar para o céu e largar os outros que só pedem.
Ahhh.. eu sou um pecador....

Não tomarás em vão o nome do SENHOR, o teu Deus

Se eu vou pro inferno pq falei um nome dele um mooooooooonte de vez.. imagina esses fanáticos, que até para cagar, agradecem e tomam seu santo no me em vão!

Aleluia!
Se quiser salvar sua alma, adquira o Plano Paulissimo Plus! Confira o site!

Maledita caixa televisiva

É! Pensaram que eu havia fugido né? Cairam do cavalo! Eu voltei!
Estou sem muita inspiração para escrever e por isso pulei alguns dias, mas estou aqui.
Ontem foi um daqueles dias de dar raiva. Costumo sempre assitir um pouco de televisão pela madrugada, agora que só estou pesquisando. Pelo horário que me abundo no sófa, tenho a opção de assistir Simpsons, ou Uma Família da Pesada ou algum programa interessante que por ventura algum canal ousou passar. Entretanto, tem dias que a noite é foda! Você não encontra nenhum bom programa. O máximo são as dramatizações dos programas evangélicos que mais parecem desenho animado ou para ser mais sincero, competem com nível de "comédia" com o Zorra Total. Pois bem, ontem foi um dia atípico. Estava assitindo desenho, quando percebo que havia começado um filme de avião, francês, que eu estava enrolando para assistir. Pensei: " é hoje!". No intervalo desse filme, sapeando como qualquer brasileiro, percebi que na Rede Globo estava começando " Carlota Joaquina"! Poxa! Depois de Amistad eles estavam passando Carlota! Eu já assiti Carlota mas fiquei pensando e cheguei a conclusão que Segunda Feira é o melhor dia para se assitir algo útil na televisão! Acho que é alguma tática deles de passas as coisas "melhores" na Segunda, na alta madrugada, justamente para ninguém assistir. Enquanto isso, na sessão da tarde.. é.. Lagoa Azul e amigos!
Até! vou ligar para o céu.. tem santo querendo me falar!
:)

sexta-feira, 24 de julho de 2009

20 minutos... e poucas idéias...

Antes de começar a escrever, fiquei por cerca de vinte minutos pensando no que iria escrever. As idéias pareciam relâmpagos em minha mente. Nada. Nenhum assunto.
Minha pesquisa continua, já passei da metade e acredito que antes de quarta-feira esteja tudo ok, ou quase isso. Consegui notar bastante coisa com esse apanhado de informação. É preciso pegar os dados, unir e escrever. Vamos ver!
Amanha, ou melhor hoje.. sábado, vai ocorrer uma mesa redonda sobre a Bella Epoque, evento ligado ao ano da França no Brasil. Vai ser lá no Engenho Central as 20:00h. Até deu uma vontade de ir, mas com chuva, no engenho, é vou ter que pensar um pouco. Serão três pessoas falando e dos temas, acho que só aquele que fala da Bela Epoque em Piracicaba me chama a atenção. Fico com medo de tratar apenas das coisas mais, digamos, "que chama a atenção do povo", isso porque o evento é fora da academia e voltado para esse público. Não tenho nada contra, sou a favor! Embora a população prefira show musicais que discussão.
Aproveitando o gancho, vou postar o convite para a palestra dia 8/8/2009.
Deixo o convite e a imagem dele e nos tópicos seguintes vou falando sobre! OK? se não for OK... sinto muito!
:P
Beijo

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Era apenas uma... ou doze...

Parafraseando meu chará, Paulão, o das Velhas Virgens... "era apenas uma... ou doze..." chopps... Fazia tempo que queria parar naquele boteco e tomar uma. Fazia tempo que não bebia de acordo. Pois, voltando da produtora do Ilmo. Sr. Pepê, fiz sinal... - Bora tomar um chopp? Bora! Sentamos.. é.. para quem achava que seria apenas um, foram alguns. Ah.. como é bom beber! As idéias fluem melhor você tem umas idéias malucas! Supimpa! E tem gente que acha que alcool é coisa do capeta! Capeta é careta, toma suco de tomate e come torrada! Gente torrada! kkkk
Tivemos umas idéias para o Dvd da Nathalia, que está sumida. Deve estar brava comigo, se estiver.. vem e fala. Se não, sei lá! Aparece!
Depois escrevo mais.

Aleluia!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Amistad, Religião, Cultura e afins.

Olá! Depois da TFP e seus correlatos, a terça feira foi um dia sem grandes novidades. Continuo no cadastro das construções e minha bunda está ficando quadrada. Faz parte!
Depois de digitar bastante, resolvi assistir um pouco de televisão. Normalmente essas sapeadas noturnas me levam ou aos Simpsons, ou a Família da Pesada e afins. Mas ontem, por incrível que pareça foi um daqueles dias em que você gostaria de ter diversos olhos ( mais que dois né!). A televisão é assim, tem dias e horas em que os milhares de canais não exibem nenhum programa bacana. Em outros, todos exibem programas interessantes. Em um canal, uns doidos estavam caçando tesouros no canal da mancha. No outro, desenho!, Já no canal trinta e três, o tema era Jesus. Pesquisadores estavam discutindo sua história. Sim! O sermão da montanha teria mesmo acontecido? Era possivel pelas leis da física (?) ele falar para milhares de pessoas? Ou o sermão da montanha seria apenas uma saída literária para os "esrevinhadores" do evangelho que juntaram várias passagens e escreveram floreado a lá "Biá" dos Narradorres de Javé, em estilo "grótico", dizendo que tudo aquilo aconteceu na tal montanha. Fora o caso de Jesus com M. Madalena, com citação de evangélios apócrifos e beijinho na boca! Uai! Tá pegando! Aos mais fervorosos..foi mal! Mas ele pegou! kk
O horário ainda não apontava para a explosão de programas religiosos da televisão brassileira. Em determinado momento, como em um passe de mágica os canais são tomados por programação religiosa! Haja dinheiro! Como diria Raul "o problema é que tem muito estrela, pra pouca constelação"! Muito dinheiro, usado para arrecadar mais dinheiro. Em um canal educativo, um programa sobre a religião católica, especialmente sobre os ditos " carismáticos". Padre Marcelo, Maracana lotado, gente gritando e cantando. Um fenômeno bem doido por sinal. Parece resposta do catolicismo frente as outras religiões. Uma verdadeira guerra.
Deus aqui, Jesus ali, Maria acolá! Fica minha pergunta, que nem precisa ser respondida e nem sei porque insisto em fazer. Esse tal Deus, da maneira que é colocado, precisa de tanta adoração assim? de agradecimento e louvor que beira o "primitivismo"? Será que se ele for/fosse tão poderoso a ponto de criar o homem e tudo mais, ele estaria preocupado em saber que o louva, glorifica ou coisa assim? Já pararam para pensar e relacionar esse "Deus" a um líder autoritário? Seria Deus um Hitler? Pensem comigo. Imagine que todos os filhos do mundo, ficassem fazendo estripulias mil para seus pais, a ponto que milhões fazem para um deus que nem sabe se existe. Imagina você, pedindo, agradecendo diariamente, criando igrejas, cultos, para seu pai ( biológico) será que ele ia gostar? Só se ele fosse um tirano. Ahhh gente.. se Deus existe, deixa ele lá... se ele é forte suficiente para causar, quando ele quiser atenção ele vem e pede. As pessoas dão tanta força para ele e ao mesmo tempo o trata como um mediocre, que para viver precisa de nosso sofriment/glorificação. Ahhhhhhhh.
Rede Globo. Eis que começa o filme Amistad. Já enrolei demais para ver esse filme. Então pensei, "é hoje". O filme, para quem não conhece, é sobre um navio negreiro, espanhol, que depois de uma insurreição negra, vai parar na costa dos "Estados Grandes Gigantes Unidos da America". Um filme bem bacana, claro que não podemos, como muitas pessoas fazem, acreditar que aquilo é um retrado da história. Não vamos entrar nessa discussão sobre história, só queria pontuar, já que muitas pessoas assitem, leem, e acham que aquilo é o acontecido.
As mazelas da viagem, da escravidão, da dor, são mostradas. Claro que no decorrer do filme, que depois de algum tempo parece deixar de lado o tema "escravidão", torna-se aquela balela de filme americano. Destino manifesto, liberdade, etc etc etc. Todavia, vale a pena assitir. O final, você já sabe desde o começo, mas como ja escrevi o discurso do povo americano para liberdade e afins é o ponto alto. E larguem o escravo lá. Viva os Estados Unidos da América.
Em uma passagem do filme, para fazer link com os canais religiosos da televisão brasileira, um africano, que não fala a lingua inglesa, consegue uma bíblia. Ele não entende a escrita, muito menos o dogma. Entretanto, ele começa a observar as imagens contidas nesse livro. E "narrando" para outro companheiro dá versão para os fatos. As primeiras imagens, mostram um mundo ruim ( estou tentando escrever como ele narrou, OK), mostrando a imagem do nascimento de Jesus na manjedoura, ele fala: "Aí ele nasceu". Mostra imagens de jesus conversando com outros, curando, protegendo, andando sobre as águas e finalmente preso. Nessa parte ele questiona o amigo, que tendo feito tudo aquilo que era bom, porque ele foi preso. Depois, mostra cristo crucificado. O companheiro diz : " é apenas uma história". Ele retruca, mas não acaba aqui. E mostra a ressurreição e tudo mais. Eles deram um sentido para aquelas imagens e fizeram relação com o sofrimento deles. E para tentar responder as questões que levantei, é assim que a religião funciona. É igual horóscopo, um texto padrão que toma caracteristicas únicas a partir do leitor, ele dá o significado que quer. Religião é assim.
Ahh faltou "cultura" né? Ah.. Porque a Rede Globo não passa filmes de melhor qualidade em horários mais propicios? Tira aquelas porcarias de novela a tarde, de filmes bestas e coloca coisa boa! É seria a Rede Globo uma espécie de Deus? é é é é


segunda-feira, 20 de julho de 2009

"Coisa di loco"

Bem.. tarde da noite... e eu me meto a escrever sobre alguma coisa. Li alguns textos que postei e notei que escrevo mal pra caramba! Isso sem contar os erros... mas para isso existe uma explicação! Eu não leio as coisas que escrevo, a não ser depois de um tempo. Muito dificilmente na hora que estou escrevendo. Acho que me tira a concentração.
Passei o dia todo montando minha fichinhas. É a última parte do trabalho e talvez a mais longa. Mas eu peguei essa empreitada, vou terminar!
Recebi o livro da pesquisadora Elisiana, sobre cemitérios alemães! Uma bela obra! Orgulho da comunidade cemiterial!!!! Obrigado Elisiana!! Me ajudou muito!
Algumas pessoas me perguntaram sobre o cemitério da Consolação e eu respondi pelo msn e achei bacana as dúvidas! Supimpa! Ahhh a Clarisssa, moça dos olhos verdes do sul comentou meu post! Eba! Pessoal, ela manja muito de cemitério também, além do talento fotográfico que não vem ao caso né? Tem até livro publicado, oia que chique! Chique nu úrtimo! Beijo Clarissa!
Estava pensando sobre uma prática que acontece la no cemitério da Consolação! Vocês já ouviram falar da TFP? Arautos do Evangelho? Plínio Correa de Olveira? Pois bem.. o negócio é loco. TFP significa " Tradição, Familia e Propriedade" é um grupo de direita dentro da igreja católica que bota para foder! Acho que os mais velhos, se é que alguém velho lê isso aqui, deve lembrar-se. Eu nem sequer sabia que existia, claro que me liguei depois naquela coisa de " Moral e bons constumes" é coisa desse gênero. Não vou me pegar para comentar o movimendo dos caras. Quem quiser saber mais dá um procurada na internet que vai encontrar. Pois o caso foi asssim....
No sábado, quando esperávamos para começar o passeio, vi que entrou várias pessoas bem vestidas e com um " broche" da irmandade. Nem sabia que irmandade era, muito menos meu amigo sociólogo Eduardo Gabriel, que manja dessas coisas. Começou o passeio e o professor comentou sobre essas pessoas, isso porque passou por nós um grupo de jovens vestindo túnicas a lá século XII. Era os tais TFP ou sei lá. Bem, caminhando notamos a movimentação! Trocentas pessoas, rezando, orando, venerando o túmulo ( que depois descobri quem era) de Plínio, seu lider, pastor ou sei lá. O túmulo era coberto de flores, dizem que gastam fortunas diárias para manter tal decoração. A veneração é total. Crianças, jovens, velhos, mulheres, cavalos, cachorros, hehehe todo ali, vestidos estranhamente beijam a lápide, fazem uma espécie de dança com as flores, movimentando ela sobre o túmulo, coisa de louco. A roupa é de causar inveja aos templários e seus amigos. Coturno, marrons, vermelhos. Só faltou uma princesa gostosa, um leitão assado e musica! E assim foi.
Em casa, pesquisei sobre o tema e achei algumas fotos, vou postar aqui mas caso demore a postar é porque eles me mataram. É eles começaram a nos olhar no sábado de um jeito assim... intimidador. Deve ser porque portávamos máquinas fotográficas. Mas deixo claro que se algum membro dessa tão ilustre ordem estiver lendo, quem tirou as fotos abaixo não foi eu! ahahah Quando eles me olhavam, me senti Saladino em alguma Cruzada.
As fotos que me refiro são do cortejo do corpo do tal de Plínio. Vou chamar de Plipli, é mais chamorso. Ele morreu faz algum tempo e os festejos, ou melhor ritos fúnebres causaram frisson (ui!) na região.
Bem, observem a foto e me digam... O bagulho é louco ou não é? Cuidado eles vão te pegar!

Boa noite, e se ouvirem um barulho, pode ser algum desses soldadinhos medievais!
É por essas e outras, que não dúvido de mais nada. Nem dos homens, nem da história! Achamos que algum fato histórico beira o exagero, mas esse pessoal em pleno século XXI estão botando para quebrar!!!! Quem é certo? ai já não sei!

Fui....


domingo, 19 de julho de 2009

De tão bonito, chega a ser feio

Sim! Sábado foi dia de visita ao cemitério da Consolação lá na Paulicéia desvairada. Saímos cedinho aqui do campo, eu e o sociólogo Eduardo para conhecer a visita guiada daquela necrópole. Essa visita foi coordenada pelo prof. Eduardo Rezende que nos apresentou o campo santo e identificou algumas obras importantes e personalidades alí sepultadas, que são várias.
Não tenho palavras para descrever aquilo. Você pode pensar que sou louco mas aquilo sim, é umna loucura. É nesse lugar que você vai conseguir mensurar o valor do capitalismo, o poder do nobre e do industrial. As dispendiosas construções, como disse minha amiga Clarissa Grassi, conversam entre si, e os homens como em uma corrida disputam cada palmo, seja ele horizontal ou verticalmente para ostentar o que são, foram ou gostariam de ser.
Obras das mais diversas nacionalidades, materiais mil! Quando a opulência dos monumentos parecem minimizar-se, saltam aos olhos a relêvancia histórica. Tarsila do Amaral, Monteiro Lobato, Marquesa de Santos, Líbero Badaró... enfim são tantos! Carrara, granito, bronze... os materiais.
Caminhando, olhem alí, aquele conjunto arquiteônico em bronze e pedra estava a venda por 3 milhões... A frente, uma réplica que pode parecer pequena quando descrita, de uma igreja gótica. Daria certamente para eu morar ali.
As informações que tinha sobre o jazigo da família Matarazzo eram espantosos. Diziam que era grande, coisa fora do comum. Pensei que fosse algo grande, mas depois de ver tantas coisas grandes acho que substimei um pouco o poder desse industrial. "Rapazzzzzz mas esse negócio é do cão!" Aquilo é gigante. Se eu consigo morar na igrejota gótica, consigo fazer uma república lá no Matarazzo. É muito Grande! Não consigo imaginar em cifras quanto vale aquilo. Acho que o senhor Matarazzo era um Joselito, sem noção.
Recomendo a visita! É muito interessante. Cansa. De tão bonito, chega a ser feio.
Bem.. segue uma fotinha, da morada eterna do Sr. Matarazzo! Bem que o Pedrão disse: - Chega a ser tão grande que você não consegue mensurar o tamanho real. É por isso que as fotos são meio de longe, é dificil ter uma visão completa!

Abraço Sepulcral!
:D





Não poderia faltar o Brecheret!


sexta-feira, 17 de julho de 2009

Consolação

Hoje é sexta feira! já dizia a música. Sem planos promissores para a noite, acho que vou permanecer no eterno cadastro de construções cemiteriais. Amanhã, "saubado" vou para o Consolação em Sampa. É passeio guiado pelo Eduardo Rezende! Vou conhecer talvez o mais importante campo santo do Brasil. É, é , é!
Consegui terminar umas partes da pesquisa e o interessante é que está abrindo novos horizontes! Sim! Consegui enxergar novas perspectivas de pesquisa e quem sabe escrever mais alguns projetinhos! Eba!
Ontem coloquei a rádio no ar, para quem não sabe, as vezes coloco uma rádio on line no ar para que os amigos possam curtir umas músicas e eu, falar umas besteiras. O slogan da rádio é interessante: " Rádio Boi Fubá AM, levando sucesso do campo para cidade". Sempre me perguntam - Por que Rádio Boi Fubá AM. Explico. Bem, Boi Fubá é por causa da música " Vaca Estrela Boi Fubá. Me identifiquei com o nome, achei bem supimpa! E AM é pelo fato de gostar muito desse tipo de radiodifusão, passa um aspecto mais antigo, tem um eco e tudo mais. E como no início eu transmitira em uma qualidade bem menor, o resultado lembrava as transmissões em AM, então.. ficou AM.
Muitas pessoas acham que o rádio é um meio de comunicação obsoleto frente as novas possibilidade. A necessidade visual do povo e a rapidez de informação vem tentando suprimir tanto o rádio como o próprio jornal em forma impressa. Mas será que existe um meio de informação mais rápido que o rádio? É só transmitir! Claro que diferente da internet onde as notícias "conversam" no rádio você transmite e o ouvinte se naquele momento foi ao banheiro pode ficar sem a notícia ou ter que aguardar um tempo até que o locutor o deixe a par daquilo.
Fato acontecido e certificado aconteceu certo dia aqui em Piracicaba. Quem tem mais de 10 anos ( nossa que exagero), vai se lembrar daquela data. Não me recordo e nem vou pesquisar pois isso não é importante, mas um "ciclone", "tornado", "furacão", "apocalipse", atingiu a cidade. Ventos fortes, chuva, espalharam o terror pela noiva da colina. Aqui em casa a grande árvore que se localizava bem defronte, caiu.. como um passe de mágica! Pois bem, eu tinha aula e havia chovido forte aqui mas não sabia se o acontecimento era generalizado etc etc etc. Como a faculdade fica distante da cidade achei que nada havia acontecido por lá. Prossegui no programa estudantil. O Jão Boneca ia me esperar no mesmo bat canal, na Adega Sinuelo. Passei e peguei ele. A cidade estava um caos. Sem energia elétrica, arvóres caidas, água. Lembrei que precisava abastecer. Passava em frente ao shopping quando o velho Opalão apagou os motores, soltei na banguela e cheguei ao posto de gasolina. Por favor, coloca 50 reais! O frentista disse: Estamos sem energia elétrica, logo volta. Bem, empurrei o carro para a vaga no posto e pegamos uma cerveja. Adiantando o assunto, foi a primeira cerveja, pois sem energia o dono da conveniência nao queria vender ( não entendi o porque). Esperamos a tarde toda! Isso.. das 13:00 até as 18:00. Nesse tempo, não sabiamos o que se passava. Sem energia não tinha televisão. Eis que lembrei que o opalão tinha um rádio. Liguei o rádio. FM quase nada, só radio fora da cidade. Liguei o AM que supimpa! Uma rádio local estava com gerado e transmitindo. Me senti na guerra. Sentei e ficava ouvindo os boletins. Rua XXXX, caiu árvora. Ponte em tal lugar, interditada.Universidade XX aulas suspensas ( pelo menos não perdi aula). E assim passou o dia. A tarde, sem energia elétrica, liguei para meu pai e consegui encontrar um posto no centro que já tinha energia. Assim abasteci, lembro que dei uns dois litros para um rapaz de um passatão que também estava na mesma situação e assim consegui chegar em casa.
Bem, historinha besta, mas é assim.
Beijuca!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Resposta e o preconceito

Oláaaaaaaa enfermeira! Assim diziam os "Os irmãos Warner (e a irmã Warner),Yakko, Wakko, e Dot". As vezes uso esse bordão mas as pessoas acho que não entendem...

Vamos tentar responder a pergunta do post passado... - "A mudança causa medo, algumas pessoas não mudam por isso, já outras mudam constantemente, por que algumas dessas (pessoas) mudam e as vezes para pior?"

É embora eu queira buscar respostas para todas as perguntas, acho que essa não é plausível de resposta, claro que posso encontrar alguma explicação para isso mas vai variar, ihhh claro que vai. As pessoas estão sempre em busca da felicidade ou daquilo que elas julgam felicidade, é. Julgam pois, quando alcançam sempre querem mais. Veja o exemplo: Se você quer comprar um carro novo para alcançar sua felicidade (Sem papo que isso é materialismo, capitalismo). Você dá duro, trabalha, e consegue. Tá e ai? Tá feliz? Sim, estou! Certo e qual o motivo que vai te fazer, daqui a alguns dias almejar um novo carro? Não estava feliz carambola? Não!

Veja, as pessoas querem mais, sempre. Mais dinheiro, mais comida, mais sossego, mais agito, mais silêncio, mais barulho, mais paz, mais progresso, mais guerra. Sempre mais! Por isso nunca vão deixar de mudar. Mas elas não percebem isso. Ah, já perdi a linha de pensamento, estava falando em mudança! Pois bem, as pessoas mudam e as vezes pioram, claro pioram as vezes ao nossos olhos mas o que importa é ela. Então confirmo e encerro o assunto, as pessoas na verdade são egoístas! Já dizia Raulzito "EU SOU EGOÍSTA!" (http://www.youtube.com/watch?v=KnYRQowDrWg)

Na verdade, pouparia o meu e o seu tempo apenas colando a letra dessa música. Acho que traduz bem essa mudança. As pessoas são egoístas, podem não demonstrar hoje, agora, mas são e um dia isso vem a tona e algumas são muito, mas MUITO, egoístas!

Eu sou egoísta

Composição: Raul Seixas / Marcelo Motta

Se você acha que tem pouca sorte
Se lhe preocupa a doença ou a morte
Se você sente receio do inferno
Do fogo eterno, de Deus, do mal
Eu sou estrela no abismo do espaço
O que eu quero é o que eu penso e o que eu faço
Onde eu tô não há bicho-papão
Eu vou sempre avante no nada infinito
Flamejando meu rock, o meu grito
Minha espada é a guitarra na mão

Se o que você quer em sua vida é só paz
Muitas doçuras, seu nome em cartaz
E fica arretado se o açúcar demora
E você chora, cê reza, cê pede... implora...
Enquanto eu provo sempre o vinagre e o vinho
Eu quero é ter tentação no caminho
Pois o homem é o exercício que faz
Eu sei... sei que o mais puro gosto do mel
É apenas defeito do fel
E que a guerra é produto da paz

O que eu como a prato pleno
Bem pode ser o seu veneno
Mas como vai você saber... sem provar?

Se você acha o que eu digo fascista
Mista, simplista ou anti-socialista
Eu admito, você tá na pista
Eu sou ista, eu sou ego
Eu sou ista, eu sou ego
Eu sou egoísta, eu sou,
Eu sou egoísta, eu sou,
Por que não...

É, "o que eu como a prato pleno, bem pode ser o seu veneno!". Portanto abra o olho!

Ahhh para o próximo post talvez, "A guerra é produto da paz!". É, paz paz paz paz.

Beijooooooooooooo

terça-feira, 14 de julho de 2009

Agora já é amanhã

Bem amigos da... Ah! Esse bordão é do Galvão!
Cá estou mais um dia..Ih.. esse também já existe!
Que seja qualquer coisa, estou aqui para escrever alguma. Ando com pouco tempo para isso, já que a pesquisa me deixa livre só agora, na madrugada quando já estou euxaurido. No decorrer do dia tenho várias idéias de temas para escrever aqui, porém eles somem da mesma forma que aparecem.
Como essa maré de idéias fracas insiste em continuar, deixo uma questão no ar, para que no próximo post eu tenha, quem sabe, uma luz e escreva acerca disso.
A pergunta é!!! - A mudança causa medo, algumas pessoas não mudam por isso, já outras mudam constantemente, por que algumas dessas (pessoas) mudam e as vezes para pior?
É é.
Amanhã é depois, mas agora já é amanhã!
Beijos confusos.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

"Ele está de volta na noite.. ele está de volta no bar..."

Pois é... voltei, regressei!
Final de semana foi bom! Fazenda etc e tal.
Estive pensando sobre muitas coisas, muitas idéias mas pouca inspiração.
Na verdade, os cemitério vem tomando grande tempo da minha vida e com isso tudo que penso se relaciona a morte. Falando nela e nele, morte e cemitério respectivamente mas sem me alongar, descobri que não foi apenas o Bastião que perdeu seus atributos santos.
Sim! Jesus foi assaltado! Vejam isso! E não apenas uma vez. Existe uma escultura bastante difundida de Jesus que é chamada por alguns de Cristo Bom Pastor, outros como Cristo Bate a porta ou coisa do gênero, que não lembro agora. A iconografia é mais ou menos assim: Um Jesus, forte e alto como sempre, com traços ocidentais, que faz o movimento de bater em uma porta - algumas construções são erigidas com pedras verticais com o propósito de imitar portas - e na outra mão traz o cajado, daí a idéia de pastor. Na verdade ele chama, tanto para fazer parte de seu rebanho, como chama para a morte, para a despedida e assim levar as pessoas. Claro, isso tudo no imaginário católico. Pois bem, Jesus, figura conhecida e respeitada, teve em muitas esculturas seu cajado roubado! Seria obra do tinhoso? do coisa ruim? do Toninho do Diabo, ops.. esse já morreu... É Jesus ficou apenas com a pose, bate a porta, mas sem cajado. Algumas pessoas improvisaram cajados de madeira, outras colocam flores em suas mãos, mas concorde comigo, precisamos mudar o nome desse ultimo para Jesus Romântico ou Galanteador, já que bate a porta com flores! Estaria indo a um encontro? Ah! Vou parar de "blasfemar", muitas pessoas não conseguem entender que nem sempre uma brincadeira visa ofender a religião do próximo. Mas, sabe como é.
Voltando a cena do crime, Jesus sem cajado, Bastião sem flecha, Santo Antônio sem menino Jesus ( Ah! não encontrei nenhum, mas se encontrar, apostarei minhas fichas que foi alguma mulher com pretensões matrimôniais que concluiu o crime).
Por fim, termino minha postagem, sei que não cumpri com minha idéia nos trinta dias corridos, mas não vou deixar de escrever e completar trinta textos. Entretanto, agora tenho que postar trinta e três, para compensar. E como diria o grande narrador de bingo que eu conheço:
- Número, TRINTA E TRÊS, a idade de Cristo!
Viva! Bingo, Tômbola, eis a solução para os idosos!

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Mudar

No estranho planeta vermelho, existia um ser que vivia cercado de duvidas. Ele andava, pensava e ainda tinha duvidas. Quando se propunha a sanar tais duvidas, se depara com mais... mais e mais...
Ahh cansei.. as duvidas tomam conta de mim, agora. Infelizmente nao moro no planeta vermelho.
Cuidado!
Estou avisando!

Ble


(teclado frances... acento e luxo)

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Fazenda

Resolvi escrever, estou de saída rumo a fazenda.
Hoje o dia foi produtivo, peguei um material, discuti sobre a pesquisa e estou tentando ajudar o pessoal do Museu! Bacana!
Bem, vou tentar postar algo lá do sertão.
Beijo!!!!!!!!!!

terça-feira, 7 de julho de 2009

Festa do Michael Jackson!

Taí, mais explícito que isso impossível. No post anterior, citando J.J Reis, escrevi: “A morte é uma festa”, pois é, hoje durante o dia todo qual foi a programação? Sim! A “festa” do velório do Michael Jackson! Festa!

Não me venham dizer que aquilo foi um velório, só pelo de conter, naquele recinto, um caixão que, cai entre nós, poderia OU não, conter o rei do pop.

Milhares de pessoas, astros, som, luz, show! Música, guitarra e o pobre esquife lá, deitado. Palavras de amor, saudade, enfim. Festa.

Enterrem logo o pobre presunto!

Vamos mudar de assunto. Não sei se vou conseguir escrever os textos sobressalentes para postar no feriado. Se isso não acontecer, não terei cumprido minha promessa... Mas eu prometi a quem? A ninguém, ou melhor, a mim. E eu posso perdoar minha dívida, eu sou bonzinho. Que assim seja!

Estou elaborando os dogmas da minha igreja. É! A igreja Paulíssima do 5º Dia Útil. Vou criar um livro com instruções para que os fiéis sigam. Mas se eles não quiserem seguir, pouco vai importar, afinal minha igreja preza pela liberdade. Nada de oferecer coisas para quem não existe ou não pode receber e colaborar. A única coisa que eu vou pedir é uns trocados, afinal precisamos pintar o salão paroquial, comprar papel higiênico para o banheiro e contribuir para a construção do meu palácio. Mais que isso, vou todos os domingos nas casas dos fiéis, cada dia em uma casa, para comer frango assado e macarrão. Sabe como é, precisamos ouvir os problemas dos fiéis. Na igreja Sede, teremos um bar. Sim, um Bar. Você me pergunta, porquê? Eu respondo, pobre pessoa. No bar, nossos fiéis poderão conversar, conhecer uns aos outros, ter uma relação de amizade real. Nada de besteirinhas, disque me disque, essas coisas de igreja normal. Os irmãos, primos, fiéis, enfim, poderão tomar um drink, comer uma porção, flertar e assim constituir uma verdadeira união.

A única coisa que me deixa triste com minha posição de "Reverendo" dessa instituição religiosa, diz respeito ao matrimônio. Infelizmente não é permitido o casamento, por parte do reverendo. Entretanto, é permitido o namoro, flerte, paquera. Só não pode casar. Mas namorar pode! Sabe como é, precisamos experimentar os prazeres carnais. Só o casamento que não. Pois, imagine você, pobre ovelha desgarrada, eu, Reverendo Paulíssimo, casado. Minha esposa me dando ordens, mudando a filosofia da igreja, isso iria tornar toda a doutrina um caos.

Que assim, seja!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

A morte é uma festa!

Já aviso os desavisados. Se você tem problema ou não gosta do assunto morte, morrer, peço que feche esse blog e retorne amanha, no mesmo “bat horário”. Não vou dizer nada de subversivo, horripilante ou coisa do gênero. Só quero tratar de um assunto que incomoda muitos, inclusive eu.

Pois bem, hoje tive que ir para o cemitério, não era para fazer levantamento ou coisa do gênero. Tinha que levar minha mãe para o velório de um tio-avô (hífen? Sem? Junto? ahh) que havia falecido (obvio né Paulo). Ele era o último representante vivo da geração dos Toth (é a grafia é essa, pena que os cartórios mudam tudo).

Fui até o referido velório, que fica em anexo ao cemitério. Habituado com o local, provei (mais uma vez) do sabor de estar do outro lado, isso porque na minha convivência diária no cemitério sempre vejo a tristeza tomando conta das pessoas, mas meu olhar é sempre do outro, daquele que vê de fora. Pois sentei e fiquei observando as pessoas. Como diria J. Reis, a morte é uma festa, e realmente foi. Não que eu queria que o representante da família Toth tivesse falecido. Mas são nos velórios que as pessoas se encontram. Sim os parentes. Aqueles que você não vê faz anos. Além das piadas infames que sempre surgem, ouvimos burburinhos de “nossa quanto tempo”, “Lembra quando íamos de charrete para cidade”. “Você é filho de quem?”, e por ai vai. As pessoas até se esquecem do falecido. Claro que nos casos de falecimento de pessoas idosas, esse evento social torna-se menos doloroso, isso porque parece ter sido cumprida a ordem lógica da vida, de nascer, viver e morrer. Quando a morte vem de maneira abrupta, as coisas tomam outro rumo.

Mas esse caso foi assim. As pessoas se encontravam, lamentavam sim a morte, mas ao mesmo tempo confraternizavam-se, trocavam palavras e sentimentos.

Pode parecer estranho, escrever sobre isso, mas é real. Muitas coisas que nos tocam de maneira diferente, como é o caso da morte, tente a ser deixada de lado ou anexada ao discurso “não vamos falar desse assunto”.As pessoas têm medo da morte, ou melhor, medo da dúvida. Para sanar dúvidas usamos a lógica. Se as dúvidas insistem, usamos a religião. Se ainda tentem a atormentar, mudamos de assunto e deixamos para mais tarde.

Beijinho, beijinho, tchau, tchau!

domingo, 5 de julho de 2009

Domingo Apático

Domingo, 5 de julho de 2009. É mais um domingo apático.

Hoje completam-se 85 anos da Revolução Paulista de 1924 a segunda revolta tenentista do Brasil. Cinco anos após essa revolta que durou 23 dias, acontecer a Revolução de 1932.

Ao contrário do regionalismo dos gaúchos, muitos paulistas desconhecem tais revoluções e nem sabem ao certo o motivo do feriado no dia 9 de julho. Acho que seria importante saber. Mas... ultimamente os festejos desse dia estão cada dia mais vazios, os combatentes estão indo para outras dimensões e apenas o exercito brasileiro e outros gatos pingados comparecem as solenidades.

Hoje não fiz muitas coisas, coloque a Rádio no ar, cadastrei quase uma centena de jazigos no meu trabalho e recebi uma solicitação por parte de uma historiadora para com dados do cemitério. Fiquei feliz!

Bem, amanhã escrevo mais, não estou com pique. Estou cansado. Sorry!

Termino, colando a letra de uma musica que tem autoria de Cornélio Pires e Arlindo Santana. Letra que fala da revolução de 1924!

Moda Da Revolução
Cornélio Pires e Arlindo Santana

A revolta aqui em são paulo
Para mim já não foi bão
Pela notícia que corre
Revoltoso tem razão
Aí estou me referindo,
A essa nossa situação
Se os revoltoso ganhar
Aí eu pulo e rolo no chão
Quando cheguei em são paulo
O que cortou meu coração
Eu vi a a bandeira de guerra
Lá na torre da estação
Encontrava gente morto
Por meio dos quarteirão
Dava pena e dava dó,
Ai era só judiação

Na hora que nós seguimos,
Perseguindo o batalhão
Saimo por baixo de bala,
Sem ter aliviação
E a gente ali deitado
Sem deixar levantar do chão
De bomba lá de são paulo,
Ai roncava que nem trovão

Zidoro se arretirou
Lá pro centro do sertão
Potiguara acompanhou
Ai prá fazer a traição
Zidoro mandou um presente
Que foi feito por sua mão
Acabaram com potiguara
E acabou-se o valentão

Nós tinha um 42
Que atirava noite e dia
Cada tiro que ele dava
Era mineiro que caía
E tinha um metralhador
Que encangaiava com pontaria
Os mineiro com os baiano
Ai c´os paulista não podia


sábado, 4 de julho de 2009

Transbordando Indagações.

Sábado estranho. Um dia meio frio, mas não gelado. Estou com vontade de fazer alguma coisa que não sei o que. As opções são restritas. Estou a procura de um bom papo.

Hoje fui em um churrasco. Não falei, só ouvi. Estou estranho, acho que estou ficando chato.

Ouvir, é mais uma opção que fiz, ouvir mais e falar menos. Ouvir e refletir.

E olha que eu ouvi. Assuntos diversos, conclusões importantes. Entretanto, nada me agradou. Não que eu não gostei de estar com as pessoas, mas as conclusões não me agradaram. E não tinham que agradar, afinal ninguém tem que me agradar.

Cá estou, depois de jantar, sem lugar para ir, por hora. Minha intenção era encontrar um programa mais cultural. Mas a cidade está fechada para programas desse nível. Tais eventos sociais se acontecessem, seriam normalmente nos dias de semana.

Mas, não é bem um programa cultural que eu procuro. Queria mesmo, um bom papo. Conversar de coisas diversas. Lembrei agora que meu amigo Pedro, ele está lá em Ouro Preto, poxa lá qualquer papo torna-se um bom papo. Seria bom estar lá. Tomar um caldo, um campari e conversar observando as brumas que tomam conta da velha capital.

Isso passa.

Essa nova possibilidade de ouvir, ouvir e as vezes falar, vai me causar muitos problemas ainda, mas eu não estou me preocupando com isso. Estou mudando algumas coisas na minha vida e vai ter que ser assim. Claro que isso me faz transbordar indagações. Me perguntar, me questionar e quase sempre não encontrar respostas.

Prefiro não encontrar mais respostas, que responde-las de qualquer forma, ou inventar uma saída para o que é inexplicável.

Posso estar me tornando uma pessoa chata, mas estarei de bem comigo. E isso é vale mais que muitas dessa picuinhas.

Essa semana, dia 9, comemorarei, é, eu pelo menos eu vou comemorar, a Revolução Paulista. Ou melhor, Revolução Constitucionalista. MMDC na cabeça! Não vou participar das comemorações cívicas, pelo menos aqui em Piracicaba. Mas quem sabe em outra cidade já que estarei no Estado. Vou para Fazenda.

Para compensar, os três dias que estarei off, vou produzir para suprir a falta de textos. Minha meta são de trinta textos em trinta dias.

Que assim seja!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Revolução das máquinas!

Cá estou eu, novamente, escrevendo algumas linhas sem sentido definido. Bem, quando criei esse blog, não tinha nenhum objetivo. Agora tenho! Meu objetivo é escrever durante 30 dias, ou seja, 30 textos ou mais. Objetivo? Para de ser vagabundo.

Ora, segundo a minha QUERIDA professora Sônia, para se escrever bem era preciso ler e principalmente, escrever. Pois então... Vou escrever. Não que escreva bem, mas...

Hoje aconteceu uma coisa estranha. Tirei meu carro da garagem para minha mãe poder lavar todo o abrigo. Tirei, estacionei. Quando fui tirar o carro do meu irmão, percebi que o safadinho, havia deixado a luz interna acesa, ou seja: LOW BATTERY!

Graças a tecnologia, tranco não é o caminho. Deixei o carro na garagem e esperei o garoto voltar do trabalho. Ele chegou, fui dar a noticia e pensar na maneira de resolver. Pensei que fosse apenas um problema de “fim de carga”. Mandei-o buscar o cabo de “chupeta” (uhhhh) enquanto manobraria meu veiculo para garagem para ressuscitar o pequeno Palio. Eis que, meu tomóvel não queria mais despertar do sono da tarde. Resultado: LOW BATTERY!

Seria algum complô das máquinas contra o bobo aqui? Pensei, tranco (ahh santo caburador) mas lembrei, câmbio automático... Não rolava ( ahhh santo conforto).

Meu irmão solicitou a presença de um amigo. Esse enconstou seu veículo, ligamos e estranhamente... a vida não queria voltar para aquela máquina. Troca bateria, benze, pede para Alá, Jacó... pronto. Voltou! Aproveitei a sobre-vida da máquina e liguei no meu carro. Vamos ver qual é. Estranhamente, magicamente, macumbamente, espiritualmente, paulisticamente, ouço os seis cilindros entrarem em sincronismo! Funcionou! Mas... qual motivo?

Bem, sinceramente não sei, acho que as máquinas estavam de complô, na verdade elas sempre entram em discussão comigo, a ponto de não saber se as trato bem, chamando de minha máquina, meu amor, meu amontoado de engrenagens ou se xingo e solto um “lata velha” ao pé do ouvido, ou melhor, ao pé do vidro!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Seria o “casamento uma mera troca de anéis?”

A banda goiana Pedra Letícia, que recentemente vem recheando o cenário musical brasileiro com letras engraçadas e inteligentes, esbraveja em um dos seus hits a seguinte frase:

“Casamento é uma mera troca de anéis”

Embora a colocação dessa frase na canção proporcione uma ambigüidade de sentido, se tomarmos seu significado mais evidente, acredito que a brincadeira torna-se uma grande crítica.
Hoje, estive auxiliando meu amigo André, vulgo Pepe (Não é da dupla Pepe e Nenê não!) em um workshop voltado para os futuros casais, ou seriam os futuros “satisfatoriamente matrimonializados”. Tal evento possuía profissionais de diversas áreas que executavam trabalhos voltados para o casamento. Fotógrafos, Vídeo Maker´s ( Nicooooo), Buffet, Vestido de Noiva, enfim, as pessoas podiam experimentar e ver diversos produtos e contratar para participaram de seu casamento.

Sentado, observando, comecei a me questionar sobre a importância, necessidade e principalmente, no real valor de um casamento. A inúmera quantidade de pessoas que estavam ali e que tinham com isso, grande potencial para o enlace, buscavam produtos novos, uma festa linda e conseqüentemente cara. E eu, observando, pensava.
Via nos olhos, principalmente das mulheres, a realização de um sonho, uma festa grandiosa, cheia de enfeites, parentes e comida. E pensava.
Pensei, pensei. E comecei a relacionar tais atitudes com problemas sociais no qual passamos, problemas vivenciados por mim como professor, dentro de sala de aula. Falta de estrutura familiar, família! Célula Mater da Sociedade, do mundo, do universo!
O casamento, não é mais uma união verdadeira. As pessoas não se casam porque se juntam, se fundem, torna-se um só. As pessoas casam porque precisam demonstrar para sociedade que elas são queridas, amadas. As festas de casamento são mais importantes que a real união. Ninguém mais se preocupa com a realidade, com o amor, com o sentimento. As pessoas se preocupam com a decoração, com os convidados, que, quanto mais melhor! Se sua festa tem quinhentos convidados, supimpa! Você é rico, tem condição!
Ora, meu nobre amigo. Casar porque? Para provar que você não é rejeitado? Para reclamar da vida? Para formar uma família?
Não se engane! Uma família independe de uma simples troca de anel! Uma família se constitui de realidade. Sonhos, ultimamente nem dormindo tenho mais!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Qual o convite mais maluco que te fizeram???


“(...) Ora, a crônica está sempre ajudando a estabelecer ou restabelecer a dimensão das coisas e das pessoas.
Em lugar de oferecer um cenário excelso, numa revoada de adjetivos e períodos candentes , pega o miúdo e mostra nele uma grandeza ou uma singularidade insuspeitadas. Ela é amiga da verdade e da poesia na suas formas mais diretas e também nas suas formas mais fantásticas, - sobretudo porque quase sempre utiliza o humor.”
Antonio Candido

Confesso que já li diversas definições acerca do gênero: CRÔNICA. Tais explicações me sanavam as dúvidas momentaneamente, mas com o transcorrer dos dias, eu acabava esquecendo e era obrigado a regressar as definições.
Procurei sobre “crônicas” quando nos últimos meses do curso de História eu, e outros companheiros de sala de aula, mas de efetiva e grande participação mesmo só meu amigo Pedro ( é... não é só Raul Seixas que tem um amigo Pedro), desenvolvemos sob orientação da professora Virgínia um trabalho muito bem pensado e elaborado, posteriormente, sobre uma crônica do afamado Machado de Assis ( Machadão em determinados dias... e Machadinho em outros).
Mas acredito que minha última procura efetiva se deu quando fui designado para lecionar português para alguma turma do ensino fundamental que não lembro ao certo. Lembro do tema, pois era conteúdo do famigerado “Caderno do Aluno”, produto de obra do meu grande amigo José Serra e sua turminha da educação.
Entretando, como já citei, li, e esqueci.
Eis que, ontem, quando procurava um microfone nos armários de casa encontrei um pequeno livro, que pertenceu a minha prima. Tal livro era voltado para o ensino fundamental, e tinha como título “Para gostar de ler – Volume 5 – Crônica”. Diferente dos divertidíssimos livros com conteúdo erótico distribuído em 2009 para os alunos das escolas estaduais, o conteúdo e os autores de tal obra me chamaram a atenção. Carlos Drummond de Andrade, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos e Rubem Braga, contribuíam com crônica para essa coleção.
Pois lendo o prefácio, escrito majestosamente por Antonio Cândido, me deparo com uma definição de crônica que bateu em meu cucuruco (Cabeça! Meu priminho que fala cucuruco!). Creio que agora, não serei mais tentado a procurar novas definições para toda vez que me bater a dúvida acerca desse gênero. Falei, escrevi, pensei e não cheguei a lugar algum. O assunto de hoje não é esse. Escrevi isso até agora para quem sabe, como alguns alunos faziam nas provas, que ficavam até o último minuto na sala de aula imaginando que uma luz, um Chicho Xavier, um pokemóm, Jáspion ou qualquer outro ser “não-mundano” aparecesse e resolvesse a prova, que jaz sobre a carteira repousava.
Bem, vamos desenvolver algo.
Estava pensando... Vou elaborar uma pesquisa entre as mulheres para saber: “Qual foi o convite mais maluco que já te fizeram?”. É! Gostaria de saber o quão ousado são as pessoas, no caso os homens para com as mulheres. Sei que existem diversos tipos de convites, que a proximidade dessas pessoas os influenciam, então pensei em restringi-los a convites para passeios. Excluindo propostas indecentes de amigos coloridos e afins. Ora, tentarei ser claro.
Qual foi o convite que mais te causou estranheza? Um colega/amigo te chamar para um piquinique? Ou para uma visita ao museu? Ir para uma cidade vizinha? Correr pelado na chuva?
Vocês podem se perguntar, mas... qual o motivo de tal pergunta?. Explico. Já convidei pessoas para sair, para beber, para andar, para visitar o cemitério, porém os destinos de tais convites não são e nem foram decisivos para sua aceitação ou não. Convites que poderia ter conotação de “algo mais”, mas que eram pleiteados em lugares “normais” as vezes não eram aceitos. Convites de pura inocência, não sei se esse é o termo, mas em locais diferentes, de novas possibilidades e perspectivas eram aceitos. Ora, concluo que então, independente do convite, seu fim é justificado pelo meio... aquela máxima “ Os fins justificam os meios” é, atribuem ao Nico ( Nicolau Maquiavel) mas não é.
Acho que me perdi... nem eu sei onde chegar.
Mas se confundi, me perdi ou viajei, me responda: Qual convite te agradaria mais, um passeio ao shopping, ao parque, um lançamento de livro, palestra, cemitério, qual convite se eu te fizesse você certamente aceitaria?
Amanhã ou depois, prometo me expressar melhor. Existe um conflito em minha cabeça!

PS: É É É Timão Campeão!